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Gravando Stupid Love, a nova canção da Lady Gaga

Lady Gaga lançou Stupid Love na sexta-feira do dia 28 de fevereiro de 2020 e eu fiquei com a canção no repeat o tempo todo por várias semanas. Com essa música, Lady Gaga fez o seu retorno ao pop dançante com maestria: os arranjos que vão crescendo na cabeça, a voz impecável, o figurino e a coreografia extremamente detalhados e a estética nostálgica do videoclipe, que abraçou os Power Rangers e deu um mergulho no início dos anos 90.

Enquanto eu não parava de assistir ao vídeo, pensei em gravar um cover de Stupid Love, mesmo com o desafio de transformar uma mega e extremamente dinâmica produção em algo que fosse possível de se fazer em pouco tempo, uma vez que produzi os arranjos, gravei e editei a música e o vídeo em apenas 1 dia (meu recorde de produção, diga-se de passagem). E esse foi o resultado:

Sobre o cover de Stupid Love

Resolvi brincar um pouco com instrumentos mais orgânicos, como o violão, violino, piano e uma orquestra de cordas, em um experimento Pop em que incorporei gêneros diferentes, como o Country e o Pop Barroco. Essa foi uma brincadeira que adorei fazer por enxergar na desconstrução/reconstrução novas oportunidades e caminhos diferentes. Isso tudo torna o processo mais divertido!

Sobre a voz, apesar da equalização ter valorizado as frequências agudas para além do que eu pretendia (ainda estou me adaptando ao meu headphone novo), ela colabora para trazer trazer um sentimento diferente da música original – vejo como mais inspiradora pelas escolhas melódicas, e em alguns momentos, até mais melancólica. Isso é o que há de mais incrível na produção musical independente: podemos trabalhar uma variedade gigantesca de emoções através de um mesmo código, alterando apenas alguns aspectos da canção.

Construindo o vídeo

Fiz a gravação dos planos utilizando apenas um tripé e uma câmera, na sala da minha casa, em luz natural – o sol ajudou muito nesse dia! Também captei uma tomada no meu escritório. A proposta foi fazer algo também rápido para o vídeo, mas que remetesse à clareza, tranquilidade e naturalidade que eu queria passar com a versão em que eu estava trabalhando.

Sou um apaixonado por cores e pela Regra dos Terços (uma técnica de fotografia para deixar a composição um pouco mais harmônica), mas também gosto de jogar tudo isso fora quando sinto que é o que preciso fazer – como você pode ver nas quebras de raccord entre os planos – aqui não existiu qualquer ideia de manter os 30º do posicionamento da câmera entre as tomadas para manter alguma harmonia. No final, acho que eu só quero curtir fazer o que faço e proporcionar bons momentos para quem gosta desse tipo de trabalho. Leveza é tudo!

A edição se deu basicamente em cortes secos e em um tratamento de imagem que valorizasse cada cor presente no cenário e no figurino. Nada muito marcante ou que levasse muito tempo para fazer, já que eu queria atender a ideia de fazer tudo em um só dia.

E claro, essa ideia de manter tudo colorido vem do próprio videoclipe de Stupid Love. Caso ainda não tenha dado uma olhada, esse é o momento:

Stupid Love se apresenta recheada de Easter Eggs e com um conceito sonoro e visual da virada dos anos 80 para os 90 – bebendo da fonte de várias referências, como dita a tendência atual para o mercado da Música Pop. Para quem ama a sonoridade e a estética dessa época, esse é um prato cheio!

Quer ver mais covers do Chromatica? Preparei esse artigo com todas as minhas versões de músicas do álbum! É só colocar na sua playlist e aproveitar!

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